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Algoritmo Humano

05 filmes para quem gostou de A Babá – Rainha da Morte

 

A Babá - Rainha da Morte
Onde assistir: Netflix

Embora o primeiro A Babá, comédia de horror dirigida por McG, tenha feito bastante sucesso na sua estreia na Netflix, o filme passou batido por mim. Assim, somente fui assistir ao longa na data de lançamento da sequência, que recebeu o subtítulo de Rainha da Morte. Sem saber muito o que esperar, dei o play nos dois filmes e acabei gostando mais do segundo. Enquanto o primeiro era divertido e ácido, mas ainda tinha algum apego pela coerência, A Babá – Rainha da Morte deixa a lógica de lado e abraça o trash com gosto. 

Então, se você não gosta muito dessa vertente do horror, talvez valha a pena ficar somente no primeiro. Eu, como esperava apenas me divertir e não cobro muio desse subgênero, gostei do que encontrei e decidi fazer do filme a estrela do Algoritmo Humano dessa semana. 

Situado dois anos depois dos eventos de A Babá, Rainha da Morte traz Cole (Judah Lewis) mais velho e ainda traumatizado. Para piorar, ninguém acredita que Bee (Samara Weaving) fazia parte de um culto satânico que desejava sacrificá-lo. Então, Cole precisa lidar com o fato de não ser levado a sério e, na tentativa de escapar, viaja junto com Melanie (Emily Alyn Lind), a única pessoa que acredita nele. Então, o jovem é surpreendido pelo retorno dos membros do culto.

Daí para frente, o que a gente encontra é uma série de cenas absurdas, engraçadas e referências ao primeiro filme. Além disso, McG escolhe abandonar qualquer tipo de lógica e cria sequências inteiras com o único propósito de entreter e deixar expostos sangue e vísceras. Existem trechos inteiros do filme que surgem do nada e caminham para o lugar nenhum. Porém, eles conseguem divertir quem compra a ideia e pratica o desapego do nexo.

Então, o que eu tentarei fazer é sugerir filmes que estão preocupados com o entretenimento mais do que com fazer qualquer tipo de sentido. Bora lá?

Quem gostou de A Babá – Rainha da Morte, vai gostar de Planeta Terror (Planet Terror, 2007)

Dica para quem gostou de A Babá - Rainha da Morte
Onde assistir: YouTube

Se a gente está falando de “trasheira de qualidade”, é impossível deixar de lado Robert Rodriguez, diretor que foi responsável por algumas das melhores produções desse nicho nos últimos anos.

Entre essas, nós temos Planeta Terror, que nunca chegou a acenar para a coerência. Mesmo que timidamente. Mesmo partindo de um tema que poderia ser bastante político. O longa é uma homenagem aos filmes B de vários nichos do cinema e não tem a pretensão de ser “maior” do que isso. 

Caso você leia a sinopse, descobrirá que após um acidente em uma base militar, as pessoas simplesmente começaram a virar zumbis. Portanto, quando os comedores de cérebro chegaram à boate em que Cherry (Rose McGowan) trabalhava como stripper, ela fugiu ao lado do seu namorado, Wray (Freddy Rodriguez).  No meio do caminho, Cherry perdeu uma perna e passou a usar uma metralhadora no lugar. Simples assim. Somente pelo pouco que foi dito, vocês já podem perceber que Planeta Terror não tem outro propósito senão entreter. 

Logo, o negócio é embarcar na insanidade da premissa e comprar a ideia já de saída. Portanto, se nos primeiros minutos Robert Rodriguez ainda não tiver conseguido te convencer a fazer isso, você já pode abandonar Planeta Terror e procurar por, sei lá, A Noite dos Mortos Vivos.

… Porém, eu recomendo que vocês façam de tudo para conseguir entrar na onda do filme. Ele conta com sequências incríveis e eletrizantes, além de uma série de referências a clássicos da ação, do terror e, claro, dos filmes de epidemia.

Quem gostou de A Babá – Rainha da Morte vai gostar de Um Drink no Inferno (From Dusk Till Dawn, 1996)

Dicas para quem gostou de A Babá - Rainha da Morte
Onde assistir: Apple TV+ (acreditem se quiserem, sem precisar pagar nada a mais do que a mensalidade)

Se o seu contato com Um Drink no Inferno aconteceu por causa da série produzida pela Netflix, eu peço que, por favor, você delete isso da memória antes de ter contato com mais uma obra prima de Robert Rodriguez, escrita por ninguém menos do que Quentin Tarantino. A série elimina as coisas mais interessantes do filme, em especial o seu ritmo acelerado. Afinal, era necessário estender um fiapo de premissa por uma temporada inteira e, para dizer o mínimo, faltou criatividade. 

Em linhas gerais, Um Drink no Inferno fala sobre Seth (George Clooney) e Richie (Quentin Tarantino), dois irmãos que estão fugindo da polícia. Assim, eles atravessam o Texas atirando para todos os lados, sequestrando pessoas, queimando objetos e cometendo todo o tipo de delitos que vocês puderem pensar. Logo, a violência gráfica é um elemento que vocês podem tomar como certo no filme – assim como as cenas que desafiam a lógica exatamente por beberem do trash. Afinal, o que pode desafiar mais esse aspecto do que um “filme de viagem” com dois assassinos? Pois é. 

Eventualmente, Seth e Richie chegam a um clube com o sugestivo nome de Titty Twister. E é aí que as coisas dão uma virada. Entre danças sensuais feitas por vampiras, armas em formatos fálicos, estacas e muito mais sangue do que na primeira parte do longa, Robert Rodriguez declara novamente o seu amor por tudo o que existe de mais “lado B” no cinema. Aqui, o diretor entrega (mais) uma trasheira de qualidade que quem gostou das mortes criativas de A Babá – Rainha da Morte tem tudo para gostar também. Então, vá sem medo.

Quem gostou de A Babá – Rainha da Morte vai gostar de Barbarella (Barbarella, 1968)

Barbarella
Onde assistir: Telecine Play

Talvez, Barbarella seja o ponto mais fora da curva entre os filmes que selecionei para esse Algoritmo Humano. Entretanto, se ele não está aqui exatamente pelo trash (embora esteja um pouco também por isso). O filme faz parte dessa lista por possuir um enredo que está pouco se importando com ser coerente.

Assim, a história acaba sendo algo secundário e Barbarella está mais interessado no espetáculo. Outra coisa bastante importante e que a gente deve lembrar aqui é que o filme foi baseado em uma série de histórias em quadrinhos de ficção científica. Elas, por sua vez, foram publicadas na década de 1960 e não pretendiam ser muito sérias – apesar de terem desempenhado um papel importante.  

Logo, Barbarella é cheio de desculpas para a protagonista, uma Jane Fonda no auge da beleza, trocar de figurinos e usar a Máquina do Excesso. O filme se preocupa em oferecer uma experiência mais sensorial do que qualquer outra coisa. Além disso, o longa precisa ser encarado como um produto do seu tempo e entendido mais como uma tentativa de emancipação. A personagem principal é, afinal, dona dos seus desejos e ciente da sua sensualidade, além de ser livre.

Portanto, se por algum motivo você tiver a impressão de que Barbarella explora mais do que deveria o corpo de Jane Fonda, é porque ele faz isso mesmo. E a gente também vê um pouco disso em A Babá – Rainha da Morte, especialmente pelo figurino de Bella Thorne e por toda a ideia da personagem interpretada por essa atriz, o estereótipo da “gostosa burra” que é mero objeto decorativo – o que é subvertido pelo seu motivo para participar do culto.

Quem gostou de A Babá – Rainha da  Morte vai gostar de Sharknado (Sharknado, 2013)

Sharknado
Onde assistir: Prime Video, Globoplay

Se a gente está falando de abandonar a lógica, eu não poderia deixar de indicar Sharknado para quem gostou de A Babá – Rainha da Morte. Entretanto, de saída, eu preciso pontuar que esse filme é muito ruim. Muito ruim mesmo. Quando eu tento pensar um ponto que seja digno de elogios, somente os motivos errados me vêm à cabeça. Mas, uma coisa é certa: foi depois desse longa que eu aprendi a praticar o desapego que venho citando ao longo do texto.

Isso acontece, primeiramente, porque Sharknado parece levar a sua premissa a sério ao invés de entender o absurdo de tubarões voando em tornados e partir para o humor. Porém, embora o longa pareça querer que você compre essa ideia, quem assiste só consegue rir. Inclusive das cenas de morte, que tentam ser sangrentas e chocantes, mas não são nada além de engraçadas. 

Dono de um roteiro horroroso, algumas das piores atuações que eu já vi na vida, e de uma premissa absurda, Sharkando somente veio parar nesse Algoritmo Humano porque eu gostaria de dizer que A Babá – Rainha da Morte se parece o ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Original de 2021 quando colocado ao lado dele, chegando a dar a impressão de que não bebe tanto assim do trash. 

Mas, como nem sempre as minhas indicações são boas, eu recomendo Sharkando de olhos fechados. Me diverti bastante assistindo, cheguei a acompanhar a franquia por um tempo e o que eu tirei da experiência foram boas risadas. Então, se você está confortável em gastar algumas horas para não aproveitar exatamente o que o filme quer te oferecer, eu garanto que você vai gostar de Sharknado por todos os motivos errados.

E vai gostar também de À Prova de Morte (Death Proof, 2007)

À Prova de Morte
Onde assistir: Looke

Como parte do mesmo projeto que nos deu Planeta Terror, o Grindhouse, chegou a vez de Quentin Tarantino assumir a direção. Ao fazer isso, ele nos presenteou com um filme que muitos consideram o seu mais fraco – o que eu discordo. À Prova de Morte traz o diretor dentro de um terreno no qual ele se sente confortável. Um terreno que inspirou muito o que ele faria nos seus trabalhos futuros. É só fazer uma forcinha que você percebe que está tudo ali.

A premissa, claro, é bastante absurda: um dublê de cenas de ação persegue e mata moças usando o seu carro como arma. Até o dia em que ele encontra um grupo que está disposto a lutar de volta e é exatamente isso o que a gente acompanha na segunda metade do filme, que é dividido em dois segmentos, cada um dedicado a um grupo diferente de potenciais vítimas do dublê. Assim, À Prova de Morte é um road movie divertido e que usa o trash na medida certa. Inclusive, um dos seus pontos altos é a atuação canastrona de Kurt Russell, o dublê/serial killer.

Portanto, prepare-se para ver membros decepados voando pela estrada. Para diálogos rápidos, cheios de acidez e palavrões. Além disso, outros elementos comuns aos filmes de Tarantino, como o erotismo, também estão presentes em À Prova de Morte. Isso faz com que ao mesmo tempo em que é inegavelmente parte do projeto e uma homenagem aos filmes B dos anos 70, o longa seja algo que possui estilo e uma estética interessante.

Por ser um verdadeiro desfile de mulheres bonitas, com doses altas de trash e mortes insanas, À Prova de Morte fecha o nosso Algoritmo Humano de A Babá – A Rainha da Morte e é uma recomendação certeira para quem gostou desse filme. 

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