Continue Assistindo?

Continue assistindo?: Netflix (1)

Escrever um Continue Assistindo? sobre o catálogo da Netflix é, sem dúvidas, uma tarefa das mais complicadas.

Afinal, o que falar dessa empresa que todo mundo já conhece, considera pacas e consome o conteúdo há anos?

Para o segmento dos streamings, a Netflix nasceu ainda no ano de 2007, nos Estados Unidos e levou três anos para fazer a sua primeira entrada em um mercado internacional, o canadense. Porém, em termos de fundação, a empresa está na estrada desde 1997, mas exercia uma função um pouco diferente: a entrega de DVDs. Pois é, acreditem se quiserem.

Atualmente, a Netflix está disponível em mais de 190 países do mundo (aqui vocês podem ver quais) e possui mais de 160 milhões de assinantes. Até o ano de 2017, ela possuía versões em 22 idiomas.

Todas essas informações fazem da plataforma a maior do seu nicho, por mais que alguns ainda insistam em dizer que existem empresas ameaçando o seu reinado.

Para o Maratonista de Menu, a verdade é uma só: ainda não existe um concorrente a altura. Até alguém conseguir efetivamente se tornar uma ameaça para a Netflix, vai demorar muito tempo. Os motivos vocês vão descobrir ao longo das três partes da Continue Assistindo?.

A primeira parte, que você está lendo agora, falará sobre o catálogo de séries do streaming. Se você quer saber mais sobre ele, vem com a gente!

Devido à extensão do catálogo da Netflix, seria impossível maratonar o menu para séries e filmes de maneira simultânea e trazer para vocês uma visão ampla do conteúdo presente no streaming.

Por isso, a gente escolheu segmentar essa análise em duas partes. Conforme o informado, essa primeira parte falará sobre as séries e a segunda, que vai ao ar na próxima segunda-feira (30/03) comentará os filmes disponíveis na Netflix.

Não é segredo para ninguém que, há alguns anos, a Netflix escolheu priorizar o próprio conteúdo e vem investindo pesado no lançamento de séries originais. Dessa forma, encontrar produções de outras emissoras no catálogo está se tornando algo mais complicado.

Como essa parte da análise considera esses programas a gente maratonou o menu por um tempão até conseguir levantar um bom volume de séries. Isso se tornou ainda mais complexo quando o Maratonista de Menu decidiu descartar as produções estrangeiras (feitas fora dos Estados Unidos, já que a empresa tem como sede esse país).

Essa decisão foi tomada porque nós consideramos válido fazer um especial semanal sobre elas, na tentativa de dar mais visibilidade para um conteúdo que, por vezes, acaba ficando “escondido” para quem não é consumidor fiel. A primeira parte desse especial vai ao ar ainda essa semana e a estrela será a Coreia do Sul.

Retomando o catálogo, apesar de não termos conseguido um volume muito grande de séries dignas de nota entre as produções recentes na Netflix após todos esses descartes, é muito importante destacar que qualidade não faltou no que encontramos.

Ao todo, listamos 15 séries de outras emissoras que você encontrará no acervo do streaming. Todas elas possuem indicações a prêmios importantes, chegaram a vencer vários e, mesmo tendo sido encerradas há pouco tempo, já conseguiram conquistar o status de clássicos.

Entre as 15 selecionadas, também encontramos séries que ainda estão no ar e são extremamente queridas pelo público a ponto de, inclusive, ganharem spin-offs antes mesmo do fim de sua temporada de despedida.

Também é interessante pontuar que percebemos uma boa diversidade de gêneros entre os programas selecionados para essa parte da análise. Musical, terror, drama, comédia, suspense… Tem de tudo. E tudo, tudo, tudo, de extrema qualidade – e as listas de “melhores séries da década”, feitas em 2019, não me deixam mentir.

Sem me prolongar mais, no catálogo da Netflix de produções recentes você encontrará títulos como: Breaking Bad, Fargo, Twin Peaks (a versão de 2017), American Crime Story (ambas as temporadas), Brooklyn Nine-Nine, Pose, Mad Men, Atlanta, Sherlock, Vikings, Outlander, The Walking Dead, The Affair, Crazy Ex-Girlfriend e Jane The Virgin.

Se encontrar séries recentes de outras emissoras no acervo da Netflix já não foi uma tarefa tão simples, quando a gente pensa séries mais antigas isso se tornou ainda mais complicado.

Para essa parte, a gente passou por várias categorias do site – claro, seguindo os critérios de exclusão que explicamos -, na tentativa de conseguir 15 séries, assim como conseguimos para a parte das séries recentes.

Porém, isso não foi possível e terminamos com um total de 12. Caso a gente quisesse ir além disso, teríamos que completar a lista com mais alguns Star Trek e, bem, a gente não viu muito propósito em fazer isso.

A mais antiga delas data de 1968 (a citada anteriormente), o que é legal. Porém, é possível perceber que várias séries nessa parte da análise possuem ligação com reboots feitos pela Netflix anos depois do seu término, como Gilmore Girls, Full House e Crônicas de San Francisco (que conta com todas as suas versões na plataforma).

Além dos programas já citados, a sessão de séries antigas do streaming ainda conta com That 70’s Show, Um Maluco no Pedaço, Shameless (UK), Friends, Land Girls, Grey’s Anatomy (que ainda está no ar, mas começou em 2003), Star Trek: Voyager e As Aventuras de Merlín.

É possível perceber um predomínio das comédias – ao todo, elas ocupam 5 das nossas “vagas” – e os dramas, assim como em grande parte dos serviços, acabam ficando em segundo plano, o que é uma pena.

Como o Brasil também vai ganhar o seu lugar ao sol nos nossos especiais de produções estrangeiras da Netflix, as séries originais do streaming também não serão comentadas nessa parte da nossa análise. Assim, somente o que não recebeu o selo da plataforma vai aparecer aqui.

De encontro a isso, é possível afirmar que somente 9 programas brasileiros foram encontrados na sessão específica para o conteúdo nacional da Netflix. É pouco? Sim. Mas ainda é um número muito maior do que a gente consegue encontrar nos catálogos da concorrência.

Os programas encontrados foram: Escrava Mãe, Pacto de Sangue, Hora de Perigo, 9MM São Paulo, Borges, Necrópolis, Passionais, Alice & Alice e A Terra Prometida.

Existem outros tipos de conteúdo nacional, mas eles se encaixavam melhor em outros segmentos da análise, como conteúdo infantil e stand-up, de forma que optamos por exclui-los daqui e incluí-los mais à frente.

A necessidade de segmentar e criar critérios de exclusão para a Continue Assistindo? da Netflix surgiu exatamente por causa das produções originais da plataforma de streaming, que são muito, muito, muito numerosas.

Só para vocês terem uma ideia, somente em 2020 e considerando somente os Estados Unidos, foram lançadas dez séries originais do streaming (Não Provoque, A Vida e a História de Madam C.J Walker, Não Fale Com Estranhos, Locke & Key, I’m Not Ok With This, Feel Good, A.J and the Queen, Patrulha Médica, Gentefied e Spin Out). Isso desconsiderando os documentários e os reality shows – que vão ganhar uma sessão só deles nessa análise.

Além disso, a necessidade de repensar os critérios de avaliação de produções antigas e produções recentes também surgiu quando se fala das séries originais da Netflix. Isso se deve ao fato de que a produção do streaming, conforme já falamos aqui, começou no ano de 2013. Ou seja: todos os programas foram feitos ainda na década passada.

Portanto, o “antigo” será relativo. Vamos considerar como tal as séries que foram feitas entre 2013 e 2015, ou seja, os três primeiros anos de produção de conteúdo da Netflix. Selecionamos 13 – desconsiderando as categorias já citadas e o conteúdo infantil e se destacaram as seguintes: House of Cards, Hemlock Grove, Orange is the New Black, Marco  Polo, Bloodline, Sense8, Narcos, Unbreakable Kimmy Schmidit, Grace & Frankie, Master of None, Demolidor, Jessica Jones e Wet Hot American  Summer: First Day Of Camp.

Ainda dentro das produções originais, é interessante abordar as animações e os animes, que também foram produzidos em grande quantidade pela plataforma de streaming e não se encaixam exatamente na categoria de produção infantil. Logo, separamos 10 deles para ilustrar o que vocês vão encontrar no catálogo da Netflix.

De encontro a isso, nesse segmento específico se destacam as seguintes séries: Big Mouth, BoJack Horseman, F Is For Family, Castlevania, Neo Yokio, Disenchantment, Super Drags, Paradise P.D, Aggretsuko e Sword Gai.

Ah, a Netflix também já foi a estrela de um Maratômetro, que falou sobre as suas séries originais. Na lista citada, elegemos as nossas preferidas entre todos os segmentos da plataforma. Caso você queira conferir, é só clicar aqui.

Se você é uma pessoa que costuma acompanhar as redes sociais de serviços de streaming ou mesmo está em grupos de pessoas que assinam uma determinada plataforma, é possível que a essa altura já saiba o nome de pelo menos três reality shows diferentes da Netflix. Mesmo que você não seja o público desse tipo de produções.

De uns tempos para cá, o investimento nesse segmento tem sido enorme e o volume de realitys populares lançados pela plataforma não me deixa mentir. Também, pudera: eles sempre cumprem o seu propósito, que é gerar lucro, audiência e comentários por partes dos assinantes.

Confesso que eu não sou exatamente o público desse tipo de série. Tenho os meus queridinhos (um beijo pra Project Runway), tenho os meus guilty pleasures (oi, De Férias com o Ex) e sou brasileira, o que me faz parar a vida para “dar uma espiadinha” no Big Brother Brasil e sentir constantemente a falta do Pedro Bial (se você estiver lendo, volta, por favor). Mas, salvo essas exceções, eu não costumo estar muito atenta a lançamentos de reality shows.

Porém, eu sei exatamente o que é The Circle, o que é Queer Eye e o que é Casamento Às Cegas e por aí vocês já conseguem perceber o que eu falei sobre esse tipo de programa conseguir cumprir o seu propósito. Fiquei sabendo deles – e dos seus respectivos “enredos” – pelas redes sociais. Era impossível não abrir qualquer uma delas e topar com uma postagem sobre o assunto.

Porém, para além dos citados, a Netflix possui muito conteúdo desse tipo. Acho que mais do que qualquer outra empresa concorrente. Se para você isso é importante, se joga na assinatura que não vai ter erro ou arrependimento. Para te dar alguns exemplos do que você encontrará, é possível citar Glow Up, Magos da Decoração, Restaurantes em Risco, Instant Hotel, Sem Medo da Vergonha, Sugar Rush, Sunset: Milha de Ouro e Pompas Fúnebres em Família.

Fiz questão de escolher programas que não têm nada em comum entre si para vocês perceberem a diversidade do catálogo de reality shows da Netflix. E isso não para por aí porque quando a gente considera os que estão no catálogo, mas foram produzidos por outras plataformas/emissoras, essa variedade se torna ainda mais ampla por meio de séries como RuPaul’s Drag Race, Peles em Guerra, 60 Dias Infiltrados na  Prisão, Amor e Selfies, Três Esposas, Um Marido, Todos Contra o Chef, Preparados Para o Fim, Se Liga Na Real, Chapest Weddings e Darren Brown: A Incrível  Arte de Roubar.

ATENÇÃO:

A análise contou com somente 5 partes ao invés das seis de sempre devido ao fato de que as produções exclusivas da Netflix são as suas originais. Logo, não fazia sentido a gente se repetir.

ATENÇÃO 2:

As séries documentais, assim como as estrangeiras, serão foco de um especial futuro que pretendemos fazer. Após a conclusão dele, os links serão inclusos nessa parte da Continue Assistindo?, de forma que os nossos “leitores do futuro” consigam encontrar todo o material reunido em um só lugar.

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