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Maratômetro: 18 filmes no Telecine Play do pior ao melhor

Nesse verão, o Maratonista de Menu decidiu fazer uma coisa diferente. Não, pera.

Mas a gente realmente decidiu dar uma mudada para o próximo mês. Assim, a O Que Dá Para Fazer? acabou sendo deixada de lado e nós usaremos o Maratômetro para falar a respeito do conteúdo assistido no Telecine Play.

Primeiramente, é válido destacar que usamos o streaming em questão pelo período de uma semana e tentamos assistir o máximo de filmes possível na plataforma. Como o Telecine Play não possui conteúdo original, a gente deixou a imaginação livre e escolheu o que assistir de acordo com a nossa vontade.

Ao todo, foram 18 filmes de gêneros variados . No Maratômetro de hoje você vai saber exatamente o que nós achamos de cada um deles.

Vem com a gente!

TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva (TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva, 2017)

Você pode encontrar também em: Globoplay, Google Play, Looke e Apple TV

Se você está chutando que assisti esse filme pela Tatá Werneck, está no caminho certo. Desde a MTV, a humorista/atriz/apresentadora nunca havia me decepcionado e sempre que ela estava envolvida em alguma coisa, eu me acaba de rir.

Não que eu esperasse que TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva fosse mais do que divertido. Na verdade, a única coisa que eu queria dele era umas risadas. E, olha, foi bem difícil.

Eu não sei como é possível fazer a Tatá não ter graça absolutamente nenhuma, mas quem escreveu esse roteiro merece um prêmio por ter conseguido esse feito.

Assim, a nota que a gente deu foi única e exclusivamente porque a Tatá e o Daniel Furlan até tentam, mas o material que eles têm em mãos não ajuda.

Quase 18 (The Edge of Seventeen, 2016)

Você pode encontrar também em: Netflix, Claro Video, Microsoft Store e Apple TV

De A Última Sessão de Cinema a Superbad – É Hoje, se você me falar “olha, um coming-of-age”, com certeza eu vou assistir. E quase sempre eu consigo encontrar alguma coisa boa para dizer sobre. Afinal, crescer é um tema universal e é impossível não dar pra se identificar com uma coisinha sequer. Infelizmente, no caso de Quase 18 não deu.

A protagonista, interpretada pela carismática Hailee Steinfeld, é extremamente irritante e mimada. Quando contrariada, ela corta relações com a sua única amiga por um motivo que, à primeira vista, até poderia ser um baque, mas dava para ser superado rapidamente.

Embora a “lição final” seja válida e algo bastante comum a filmes sobre crescer, tive tanta dificuldade para compreender Nadine (Steinfeld) no meio de tanta arrogância e daquela postura de vítima que não deu pra falar que eu gostei de Quase 18.

Solo: Uma Aventura Star Wars (Solo: A Star Wars Story, 2018)

Você pode encontrar também em: Google Play, Microsoft Store e Apple TV

Depois do excelente Rogue One: Uma História Star Wars, a gente pode dizer que eu tinha algumas expectativas para esse spin-off da franquia. Não dá pra falar que me decepcionou, já que é até divertido, mas também não dá pra falar que ele conseguiu atingir o nível de Rogue One – que ganharia 5 TVs.

Isso se deve ao fato de que, para mim, Star Wars é 50% estética e 50% ritmo. Por vezes, Solo parece arrastado demais para uma aventura. Mesmo as sequências de perseguição, em determinadas situações, parecem lentas.

Além disso, os embates presentes no filme são construídos de um jeito que não tem a mesma grandiosidade de outros momentos da saga. Faltou inspiração, para dizer o mínimo.

As Viúvas (Widows, 2018)

Você pode encontrar também em: Google Play, Apple TV e Looke

Gosto bastante de tudo o que o Steve McQueen fez até aqui, especialmente pela elegância com que ele filma. Também gosto bastante de todos os livros que li da Gillian Flynn – mesmo Lugares Escuros, que dá as suas derrapadas.

Assim, um filme com McQueen na direção e Flynn no roteiro não teria como dar errado para mim, certo? E, de fato, não deu de tudo errado, mas As Viúvas também não foi nenhum hit aqui em casa.

Eu não sei exatamente precisar o que não funcionou para mim. Talvez seja o ritmo, um pouco desacelerado para “filmes de assalto”. Eu entendo que o roteiro estava tentando construir as relações complexas entre as personagens e mostrar a sua evolução, mas daria pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

As Viúvas é lento até o momento em que o roubo efetivamente acontece. Nesse ponto, tudo se torna rápido demais. E aí é virada atrás de virada e quem assiste sequer tem tempo para absorver o que está acontecendo.

Porém, eu preciso admitir que dois pontos são extremamente positivos: a forma como o filme desconstrói os arquétipos  femininos e não faz com que suas personagens rivalizem, apesar de estarem em “polos opostos”. E, claro, o fato de trazer mulheres para um “subgênero” dominado por homens.

Os Pássaros (The Birds, 1963)

Você pode encontrar também em: Claro Video,  Google Play, Looke e Apple TV

Alfred Hitchcock é um mestre. Qualquer um que tenha tido contato com os seus filmes sabe disso. Ele sempre consegue construir a tensão dos seus longa-metragens de uma forma eficaz e que escala até o momento em que o desfecho é apresentado.

E em Os Pássaros essa característica permanece. Mas sabe quando você tem a sensação de que o filme saiu do nada e caminhou para o lugar nenhum? Então.

Está tudo bem em não dar respostas de maneira óbvia e didática em um filme, mas algum tipo de explicação você precisa oferecer para os pássaros simplesmente enlouquecerem e saírem matando seres humanos.  E essa explicação nunca vem.

Do mesmo jeito que eles começam a atacar indiscriminadamente e do nada, eles decidem parar. Quando eu digo “do nada”, é realmente assim porque na cena anterior eles ainda estavam com sede de sangue.

A Primeira Noite de Crime (The First Purge, 2018)

Você pode encontrar também em: Google Play, Apple TV e Looke

Quando eu assisti ao primeiro Uma Noite de Crime, apesar de ter achado o filme bem fraco, fiquei me perguntando como havia surgido a ideia de permitir que a sociedade extravasasse em uma única noite todos os seus impulsos homicidas e violentos.

E demorou bastante para que essa história fosse contada. Mas, quatro filmes depois, a gente descobre a resposta. Ainda que A Primeira Noite de Crime não seja tão interessante quando o 12 Horas para Sobreviver: Ano de Eleição (o dono do melhor roteiro da franquia), ele faz um bom papel em explicar as origens do “feriado” para a gente.

É revoltante ficar sabendo como tudo surgiu e que o Primeiro Expurgo sequer teve a adesão da população, mas sim foi completamente fabricado pelos governantes, que eram os verdadeiros interessados em emplacar a barbárie.

Halloween (Haloween, 2018)

Você pode encontrar em: Google Play, Apple TV e Looke

Mesmo que a Laurie (Jaime Lee Curtis ) tenha 125 anos e esteja fugindo do Michael Mayers em uma cadeira de rodas enquanto segura um respirador, de uma coisa vocês podem ter certeza: eu vou assistir o filme.

Sendo assim, é claro que ao encontrar  Halloween no Telecine Play não deu para deixar passar batido e esse foi o primeiro filme que eu vi na plataforma. Se no H20 (ou Halloween H20: Vinte Anos Depois) a Laurie ainda tem alguns traços da protagonista que corre escada acima, nessa versão de 2018 essa pessoa morreu por completo.

Meus amigos, a mulher quer mais que o Michael venha. Eu consigo ouvir ela gritando: “vem tranquilo, irmão” quando recebe a notícia de que ele fugiu bem na noite de Halloween. Armada até os dentes e mais preparada do que nunca para receber o vilão da franquia, ela está determinada a não ser vítima.

E é ÓTIMO assistir isso. O jogo de “gato e rato” ficou mais nivelado, finalmente. Apesar de tudo isso, dei somente 3.5 TVs por um motivo bem simples: eu gosto da atmosfera dos primeiros filmes (Halloween: A Noite do Terror e Halloween 2: O Pesadelo Continua!).

E essa nova versão tem o mesmo problema que H20, que é se afastar muito desse clima, um dos grandes trunfos e, com certeza, um dos principais fatores que contribuíram para que a franquia se tornasse o que é atualmente.  

Assim, como entretenimento, o último Halloween é excelente, mas tem uma cara de “qualquer filme de suspense” por se afastar desse clima dos primeiros filmes – assim como H20 também tinha.

Viva: A Vida é Uma Festa (Coco, 2017)

Você pode encontrar em: Google Play, Apple TV e Microsoft Store

Eu sei que vou ser muito criticada por ter dado apenas 4 TVs para Viva: A Vida É Uma Festa, mas o fato é que até assistir a animação, eu já tinha criado expectativas demais sobre ela.

Assim, ainda que seja tudo visualmente lindo e o enredo realmente seja emocionante, acabei não amando tanto quanto todo mundo – apesar de ter gostado bastante.

Porém, prefiro focar no que gostei do que passar mais tempo falando sobre as minhas expectativas. Dessa forma, um dos pontos mais legais é a sensibilidade no tratamento de cultura mexicana – em especial do Dia de los Muertos – e também na questão de como, por vezes, os nossos heróis são de plástico.

Além disso, o plot twist do filme dá para ele outro fôlego e faz a mensagem ser potencializada. Se não fosse por ele, Viva poderia cair no clichê que a gente já assistiu tantas vezes, seja em animações ou live actions.

Star Wars VIII: Os Últimos Jedi (Star Wars: Episode VIII – The Last Jedi, 2017)

Você encontra também em: Apple TV, Google Play, Microsoft Store

Antes de falar sobre Os Últimos Jedi, eu preciso tirar um minuto para enaltecer Rian Johnson, responsável pela direção e pelo roteiro do filme, por ter feito algo inédito dentro da franquia.

Se você acompanha Star Wars há algum tempo, sabe que o segundo filme de cada trilogia é sempre um ponto de virada. Nele, a história começa a se desenhar com mais clareza e a preparar o terreno para a batalha final.  Isso não é diferente em Os Últimos Jedi, mas a maneira como essa construção ocorre é.

Sem polarizar os seus personagens entre bem e mal, Rian Johnson conta uma história cheia de altos e baixos, na qual os papéis, as vezes, se confundem bastante – algo que desagradou muitas pessoas, mas eu gostei porque maniqueísmo me incomoda.

Praticamente deixando de lado o que J.J Abrams tinha feito em O Despertar da Força, o diretor dá outro tom para Os Últimos Jedi por meio de mudanças bruscas de rumo. Porém, ele consegue não perder de vista os pontos centrais do segundo filme: toda a jornada de Rey (Daisy Ridley) para descobrir suas origens e entender seus poderes; e também a trajetória de Kylo Ren (Adam Driver) até que ele se tornou o “novo Darth Vader”.

Para mim, o que Johnson conseguiu com esse filme foi demonstrar que a tradição construída até ali deve ser respeitada, existe a necessidade de evoluir e mudar os rumos para não contar sempre a mesma história com personagens/conflitos diferentes.

Vingança (Revenge, 2018)

Você pode encontrar também em: Google Play

Cheio de sangue, violência e gore, Vingança conta a história de uma moça que é levada por seu amante rico para um “retiro de caça” entre ele e seus dois amigos. Em um determinado momento, o namorado da protagonista se ausenta e ela é estuprada por um dos caras. Depois, ela é deixada para morrer pelos três homens bem no meio do deserto.

O negócio é que Jen (Matilda Lutz) está determinada a sobreviver, custe o que custar. Toda machucada, ela começa a pensar em maneiras de conseguir escapar de Richard (Kevin Jenssens), Stan (Vincent Colombe) e Dimitri (Guillaume Bouchède) e a violência vai crescendo, até se tornar absurda.

Eu gostei de absolutamente tudo o que assisti e de todas as escolhas estéticas de Coralie Fargeat, a diretora. As cores saturadas dão a toda a vingança de Jen (aliás, percebam a referência!) um ar de “história em quadrinho” e fazem com que Vingança se pareça com um bebê perdido de Planeta Terror e Mad Max: Estrada da Fúria.

Além disso, a forma como a diretora subverte todos os clichês do “rape and revenge” é louvável e faz com que eu indique esse filme para todo mundo que gosta de assistir a uma boa história de vingança.

Mulheres do Século XX (20th Century Women, 2016)

Você pode encontrar também em: Netflix, Google Play, Apple TV

Mulheres do Século XX aborda a história de três mulheres, nascidas em décadas distintas, mas vivendo na Califórnia dos anos 1970. A liberdade, as mudanças de pensamento da sociedade e o choque geracional entre as três levantam discussões que se mantém atuais até os dias de hoje.

Porém, por vezes, Mulheres d Século XX acaba tropeçando no seu propósito de ser “um documento”.  Isso acontece principalmente pelo fato de que o filme às vezes quer ser muito educativo e acaba “falando demais”, oferecendo mais explicações do que seria necessário caso as imagens falassem por si só. E cinema é imagem, oras.

Por isso, ele perdeu alguns pontinhos comigo, mas continua sendo um bom filme e que eu indicaria com certeza.

Rafiki (Rafiki, 2018)

Você pode encontrar também em: infelizmente, somente no Telecine Play.

Desde, sei lá, Romeu e Julieta, romances sobre pessoas que pertencem a famílias rivais estão presentes na literatura e no cinema. Entretanto, Rafiki conta com uma série de diferenciais que o tornam um filme bastante político e, ao mesmo tempo, muito bonito.

O primeiro ponto é o fato de tratar sobre o romance entre duas jovens, Ziki (Sheila Munyiva) e Kane (Samantha Mugatsia), que são filhas de dois políticos rivais do Quênia. As jovens vivem em um conjunto habitacional na capital do país e se apaixonam em um contexto que parece fazer de tudo para sufocar esse sentimento.

O que torna o longa tão político é o fato de que, em pleno século  XXI, o Quênia ainda criminaliza a homossexualidade. Dessa forma, Rafiki teve a sua exibição no país proibida pelo governo e foi considerado uma “promoção ao lesbianismo” (nesses termos mesmo).

Porém, o que chama a atenção mesmo é o olhar delicado da diretora e a forma sutil como o relacionamento entre as duas se desenvolve. Além disso, as cores escolhidas, que estão presentes na bandeira do movimento lésbico, são usadas de uma maneira bonita e que ajudam a fortalecer o que Rafiki quer comunicar, ao mesmo tempo em que dão ao filme um ar moderno e uma “cara de videoclipe”.

Poderia me Perdoar? (Can You Ever Forgive Me?, 2018)

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Bastante comentado durante a temporada de premiações de 2019, Poderia me Perdoar? recebeu três indicações ao Oscar (Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado). Depois de ver o filme, por mim, pelo menos o Richard  E. Grant teria saído premiado da cerimônia.

Porém, isso não aconteceu. Mas foi ótimo ver Melissa McCarthy em um papel mais dramático, especialmente fazendo uma personagem que é completamente detestável, mas bastante humana. Conforme o filme avança, a gente consegue entender o que faz Lee Israel ser como ela é, mesmo não concordando com as atitudes da personagem.

Além disso, Poderia Me Perdoar? consegue oscilar entre o drama e a comédia de uma maneira que não parece artificial e nem faz com que o alívio cômico esteja presente somente para “não cansar” o público. Assim, a comédia surge mais em tom de ironia.

Essa característica é potencializada pelo título do filme, já que Lee não parece estar pedindo perdão pelo seu passado como falsificadora de forma alguma – mas dizer mais que isso seria spoiler.

Uma mulher insatisfeita com o seu casamento, em plena crise de meia idade, e a descoberta de um segredo sobre o passado são os fios condutores de Como Nossos Pais, o último filme de Laís Bodansky, diretora dos ótimos As Melhores Coisas do Mundo e Bicho de Sete Cabeças.

Principalmente por meio da protagonista, Rosa (Maria Ribeiro), a Bodansky parece querer discutir papéis, estejam eles ligados à maternidade, à carreira ou mesmo à sociedade de uma forma geral. Porém, tudo isso é feito de forma ambígua, conflituosa e capaz de provocar identificação com as frustrações e angústias de Rosa – e de alguns outros personagens de Como Nossos Pais.

Considero um dos melhores que assisti no Telecine Play – a nota não me deixa mentir – e acho que todo mundo deveria assistir absolutamente tudo o que a Laís Bodansky fez na vida.

O Ódio Que Você Semeia (The Hate U Give, 2018)

Você pode encontrar também em: Microsoft Store, Google Play, Looke

O que eu mais gosto nesse filme é a forma como a protagonista, Starr (Amandla Stenberg) vai ganhando consciência conforme O Ódio que Você Semeia avança. O longa-metragem é narrado por ela, de forma que a gente sempre sabe exatamente o que Starr está pensando.

Assim, quando ouvimos da garota que, para ela, é possível separar a sua vida em um bairro marcado pelo tráfico e pela violência; e a sua vida em uma escola cheia de pessoas ricas e brancas, a gente fica intrigado com COMO ela consegue fazer isso. E a resposta vem de uma maneira brutal.

Reflexivo e cheio de discussões atuais, O Ódio que Você Semeia é um filme extremamente importante e que deveria ser visto especialmente pelos jovens, já que a linguagem toda parece pensada para fazer com que eles pensem sobre o que é retratado pelo longa.

Benzinho (Benzinho, 2018)

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Benzinho é um filme marcado pelo mais puro afeto. Às vezes de uma maneira torta, é verdade, mas essa característica está presente em cada frame e em cada relacionamento construído ao longo do filme.

Irene (Karine Teles) é mãe de três filhos e toma para si toda a responsabilidade da família. Além disso, ela funciona como uma espécie de catalizador de toda as dores que perpassam o contexto em que vive, inclusive as de sua irmã Sônia (Adriana Esteves), que passa a viver em sua casa após sofrer violência doméstica.

Quando o seu filho mais velho ganha uma bolsa para estudar fora do país, Irene fica desesperada por ver o garoto “deixando o ninho” e a relação familiar se torna mais tumultuada.

Para além de comentar a respeito dessas relações, Benzinho ainda funciona como um retrato do Brasil após a crise de várias maneiras diferentes, o que acrescenta ainda mais camadas ao longa.

Cine Holliúdy (Cine Holliúdy, 2013)

Você também pode encontrar em: infelizmente, só está disponível no Telecine Play

Cine Holliúdy é uma das coisas mais engraçadas e divertidas que você vai assistir em sua vida. Eu digo com tranquilidade. Além disso, o filme encanta por mostrar a paixão pelo cinema por meio do protagonista, Francisgleydson (Edmilson Filho).

O longa-metragem se passa nos anos 1970, um contexto em que a televisão ganhava cada vez mais força no Brasil. Devido a isso, os cinemas de rua perdiam espaço, mas Francisgleydson não deixava de acreditar na mágica e, por isso, estava disposto a se mudar sempre para conseguir realizar o seu sonho de exibir filmes.

Em meio a um humor que faz uso brilhante do caricato e de elementos tipicamente brasileiros, Cine Holliúdy é algo que conquista por sua simplicidade e até mesmo pela precariedade com que é filmado.

Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral (Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral, 2019)

Você pode encontrar também em: Looke, Apple TV e Google Play

Se em Cine Holliúdy a gente já podia notar todo o amor pelo cinema, em sua continuação isso é potencializado e se torna ainda mais bonito de assistir.

Já na década de 1980, a televisão se consolidou totalmente. Devido a isso, Francisgleydson viu o seu cinema fechando as portas e precisou morar com a sua sogra, que não entende a sua paixão e está sempre pronta para apontar os seus fracassos.

Em uma determinada noite, o protagonista tem um “contato com extraterrestres”. A partir disso, ele passa a ter certeza de que uma produção sobre Lampião enfrentando alienígenas poderia se tornar um sucesso. Então, novamente, Francisgleydson decide apostar todas as suas fichas e faz de tudo para viabilizar o projeto.

O que deixa A Chibata Sideral ainda mais especial do que o primeiro filme é a linguagem e todo o cuidado com ela, em um sentido muito amplo da palavra. Além disso, a crítica social a respeito da separação que existe entre a cultura, a Igreja e o governo também é abordada de maneira brilhante e certeira. Coisa linda de ver.

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