fbpx
Três É Demais

Personagens LGBTQ+ em séries de super-heróis

Personagens LGBTQ+ em séries de super-heróis

Esse Três É Demais, infelizmente, é o penúltimo post do nosso especial LGBTQ+ de 2020. Então, a gente gostaria de “se despedir” de vocês e dizer que foi lindo criar e compartilhar esse conteúdo, com o qual tivemos o máximo de cuidado e dedicação. Entretanto, a gente não se despediria sem falar sobre algo que vem sendo discutido – e gera revolta – nas redes sociais: os personagens LGBTQ+ em séries de super-heróis.

O “nerd médio” (ou abaixo da média) costuma dizer que “quem lacra não lucra”. Essa frase é repetida sempre que uma editora de quadrinhos ou emissora de  TV tenta inserir mais diversidade nos seu conteúdo. Já aconteceu com Star Wars, com Capitã Marvel e vai continuar acontecendo enquanto a representação for voltada para grupos que não sejam o “nerd médio”. Afinal, narciso acha feio o que não é espelho.

Mas, como aqui ninguém tem medo do cancelamento e a gente já não lucra mesmo, vamos comentar um pouco sobre os personagens LGBTQ+ em séries de super-heróis nessa coluna de despedida.

Por mais que a gente tenda a pensar que eles são poucos, até que parando para procurar é possível encontrar uma quantidade significativa. Ainda não dá para fazer frente para os heróis heterossexuais, é claro, mas já dá para ver as coisas engatinhando. E isso não vem de hoje: lá em Smallville nós tínhamos o Colin. Ele falava abertamente sobre ter um namorado e sobre as atividades que os dois faziam juntos. Isso em 2007. 

Entretanto, selecionamos três exemplares de personagens LGBTQ+ em séries de super-heróis que estão no ar agora. Para a nossa surpresa (ou nem tanta!) os três escolhidos foram da DC. E, de verdade, não foi falta de procurar no estúdio do lado. Não mesmo.

Vem com a gente conferir quais foram os persoangens LGBTQ+ em séries de super-heróis que escolhemos para a nossa lista!

Sara Lance, a Canário Branco

Personagens LGBTQ+ em séries de super-heróis

Sara Lance (Cait Lotz) foi introduzida nas séries da DC através de Arrow. Desde o primeiro episódio da história de Oliver Queen (Stephen Amell), o seu nome paira. Afinal, ela estava no acidente de barco que causou o desaparecimento do protagonista. Entretanto, nós somos levados (por anos) a acreditar que ela não sobreviveu. 

Posteriormente, Sara reaparece na série como a Canário Negro. E aí nós vamos começar a saber um pouco mais a respeito dela. Por exemplo, ainda em Arrow descobrimos sobre a sua bissexualidade e sobre a ligação que ela possui com Nyssa Al Ghul (Katrina Law), a filha de Ra’s Al Ghul.

Embora Nyssa tenha sido obrigada pelo pai a se casar com Oliver, o seu verdadeiro amor é Sara. As duas se encontraram pela primeira vez quando a filha do líder da Liga dos Assassinos achou a Canário na ilha de Yan Lu e passou a cuidar dela. Nesse contexto, elas acabaram se apaixonando, mas vocês já podem imaginar o rumo que tudo tomou quando a verdade foi descoberta por Ra’s. 

Entretanto, mais detalhes sobre a bissexualidade de Sara foram explorados quando ela se tornou a Canário Branco e deixou Arrow para se tornar a protagonista de Legends of Tomorrow, série que reúne diversos anti-heróis (ou vilões) apresentados em outros programas da CW, como The Flash

Em Legends, Sara Lance passou a receber mais espaço e mais atenção do roteiro. Consequentemente, a sua sexualidade foi explorada de forma mais aprofundada. E o mais legal de tudo isso é que isso nunca é feito de forma objetificada e, por vezes, encontra até uns contornos de humor, como em um dos crossovers da série com outras do Arrowverso. Em um desses episódios especiais, Sara chegou a flertar com Kara (Melissa Benoist), a Supergirl, rendendo uma cena bastante engraçada. 

Anissa Pierce, a Tormenta

Tormenta, de Raio Negro

Raio Negro foi criada de forma independente das demais séries do Arrowverso.  Portanto, não participava dos crossovers das outras do universo em suas duas primeiras temporadas. Além disso, o fato de ser centralizada em personagens negros acabou por não ajudar muito na sua popularidade – mais ou menos como aconteceu com Luke Cage.

Entretanto, a partir do seu terceiro ano, Raio Negro passou a fazer parte da cronologia das séries da DC exibidas pela CW. Assim, ela passou a receber mais visibilidade e permitiu que a gente descobrisse a existência de Anissa Pierce (Nafessa Williams), a filha do personagem título, que é lésbica assumida. 

O mais legal de tudo na representação de Anissa é que a sua sexualidade é só mais uma das suas características e ser LGBTQ+, definitivamente, não é uma das suas questões existenciais. Portanto, ainda que ela esteja inserida em uma sociedade que conta com os seus problemas – e é isso o que faz o seu pai voltar a assumir o codinome de Raio Negro -, Anissa vem de um lar estruturado, no qual recebeu apoio e amor. 

Portanto, o fato de que é ela é uma meta-humana poderosa e assume identidade de Tormenta é o que fica em primeiro plano na sua narrativa. E não é exatamente isso o que a gente vem pedindo? Pois é. Assim como no caso de Sara Lance, embora a sexualidade se faça presente e seja explorada, ela não é o centro da narrativa de Anissa. 

Kate Kane, a Batwoman

Batwoman, de Batwoman

Batwoman não teve um começo dos mais promissores. Após o término da primeira temporada, a atriz responsável por interpretar Kate Kane, Ruby Rose, avisou à emissora que não voltará para o segundo ano da série. Embora muita gente não estivesse particularmente gostando da forma como ela vinha fazendo a personagem, isso não deixa de ser um golpe e tanto. E esse foi apenas um dos aspectos em que a série não foi abraçada pelo público.

Entretanto, da parte da crítica a recepção não foi tão ruim assim, o que já é mais animador. Atualmente, a série conta com 79% de aprovação no Rotten Tomatoes e foi descrita como estilosa e divertida. Ou seja: a má recepção por parte dos telespectadores pode estar ligada ao que comentamos na introdução: o nerd médio. Afinal, embora Supergirl seja protagonizada por uma mulher, Batwoman foi a primeira série do Arrowverso estrelada por uma heroína LGBTQ+.

Assumidamente lésbica, Kate Kane passa a assumir o “comando” de Gotham depois que o Batman desaparece e desiste de combater o crime na cidade. Inicialmente, ela usa o uniforme de Bruce Wayne, seu primo e, então, a imprensa acaba acreditando que o Homem-Morcergo está de volta. Posteriormente, Kate se incomoda com isso e cria o seu próprio uniforme, se tornando, assim, a Batwoman.

O mais legal na série é que a sexualidade da protagonista não é algo que é apenas citado. Assim, os responsáveis pelo programa não tiveram vergonha ou medo de mostrar cenas de afeto entre a Batwoman e as suas namoradas – e também não tiveram o menor problema em criar algumas cenas de sexo. Além disso, o programa também foi bastante coerente com a proposta ao abordar os preconceitos que Kate enfrentou ao longo da vida. 

Para nós, vale a pena ver e tirar as próprias conclusões. É claro que assim como várias séries da CW, especialmente no âmbito dos super heróis, Batwoman conta com alguns problemas e demanda uns ajustes de expectativas para quem é fã de quadrinhos. Porém, definitivamente não merece o ódio que vem recebendo por aí. 

LEIA TAMBÉM:

15 séries da CW disponíveis em streaming

Clube dos Cinco: Séries de super-heróis que merecem uma chance

Especial DC: ordem cronológica dos filmes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *