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Três É Demais

Três É Demais: Filmes que se aproveitaram do sucesso de outros filmes

Seja no universo dos filmes, no da música ou no das séries, sempre que alguma coisa faz sucesso, a gente pode ter uma certeza: ela vai ganhar pelo menos duas ou três irmãs que tentarão repetir os seus êxitos.

Atualmente, quando se fala de cinema, o mais óbvio é citar os longa-metragens de super-heróis. Depois que os estúdios descobriram que eles fazem sucesso, surgiram tantos que a temática chegou ao ponto de ficar saturada para algumas pessoas. Além disso, até personagens “menores” acabaram ganhando seu lugar ao sol e conquistando popularidade.

Mas, indo além, também dá pra destacar outros segmentos em que isso aconteceu: as comédias românticas dos anos 1990; os filmes de terror/suspense focados em adolescentes e as paródias. Pensando nisso, hoje a gente decidiu trazer para vocês três filmes que tentaram pegar carona no sucesso de produções anteriores.

Vem conferir!

Onde assistir: Claro Video, Apple TV, Google Play

Se Priscilla, A Rainha do Deserto fosse feito atualmente, seria fácil compreender o seu sucesso.

Afinal, RuPaul’s Drag Race estourou em 2014, colocou as drag queens definitivamente no mapa e trouxe interesse para uma parte da cultura LGBT que está aí há anos proporcionando entretenimento fora do mainstream – é só pensar em Divine e no grupo de teatro Dzi Croquettes, por exemplo.

Mas, lá em 1994, era difícil imaginar um cenário em que um filme centrado em drag queens que atravessam o deserto para fazer um show desse certo. Porém, contrariando todas as expectativas, Priscilla se tornou um sucesso e conseguiu marcar o seu nome na história. O formato de road-movie e o fato de que os personagens poderiam despertar a identificação de qualquer um, com certeza, foram pontos a favor do filme.

… E aí os Estados Unidos decidiram que estava na hora de ter a sua versão de Priscilla, A Rainha do Deserto. Mais ou menos como eles decidem com tudo o que foi feito fora de lá e o público abraça. Para cumprir esse papel, surgiu Para Wong Foo, Obrigada por Tudo!, Julie Newmar, que conta com exatamente as mesmas características: road movie, drag queens, figurinos bonitos e uma trilha sonora bem característica.

É claro que tudo soa como puro oportunismo e, de fato, não deixa de ser. Mas, ao mesmo tempo, o filme é tão gostoso de assistir que a gente até ignora o “plágio” e acaba abraçando a reciclagem sem se incomodar muito com isso.

Veja o trailer do filme.

Onde assistir: Apple TV, Google Play

Quando a gente pensa tudo o que acabou entrando nessa lista, a década de 1990 não parece ter sido um período de muita criatividade para o cinema mainstream. Afinal, se uma coisa dava certo, surgiam automaticamente as suas “cópias”.

Portanto, depois que Pânico deu conta de trazer um novo fôlego para o terror adolescente, através de uma metalinguagem eficiente, atores bonitos e umas sacadas bem espertas, várias outras produções tentaram surfar na onda do filme de Wes Craven para fazer um troco em bilheteria.

Entre esses, o que mais chegou perto de conseguir repetir os feitos de Pânico – mas nem de longe foi tão interessante quanto – foi Eu Sei o Que  Vocês Fizeram no Verão Passado.

O filme em questão contava com um enredo que era basicamente o mesmo de Pânico: um grupo de amigos, uma morte que serve como motivação para uma onda de crimes, um assassino que manda “mensagens cifradas” e uma mulher como protagonista. Inclusive, tanto Neve Campbell quanto Jennifer Love Hewitt saíram da mesma série, Party of Five.

Para quem olha os dois em 2020, Eu Sei o Que  Vocês Fizeram No Verão Passado é beeeeem qualquer coisa mesmo. Genérico de tudo e algo que ficou perdido no tempo – o que não aconteceu com Pânico e o sucesso do 4º filme não me deixa mentir. Mas o fato é que os jovens de 1996 abraçaram a produção e os atores do filme acabaram se tornado verdadeiros ídolos teens.

Porém, como ele só aconteceu porque Pânico veio antes e deu certo, Eu Sei… acabou conquistando um lugar nessa lista.

Veja o trailer do filme.

Onde assistir: Claro Video, Microsoft Store, Apple TV e Google Play

Para muitas pessoas, Carros é uma das piores animações já feitas pela Pixar.

Verdade seja dita: a história de Relâmpago McQueen é bem insossa: um carro de corrida precisa superar o próprio egoísmo para fazer o que ama.

UAU. Quem não gostaria de assistir isso, certo?

Ironias à parte, a bilheteria também não ajudou muito. Nem a recepção morna, pendendo para fria.

Mas, como não é só disso que sobrevivem os filmes da Pixar e da Disney, Carros conseguiu superar o seu fiasco nesses âmbitos vendendo MUITO brinquedo. Assim, a marca acabou compensando o sucesso modesto nos cinemas de tal forma que o filme ganhou uma sequência e  uma espécie de “spin-off” – que é exatamente onde a gente quer chegar.

Aviões foi feito sem qualquer envolvimento da Pixar. Portanto, trata-se de uma produção somente da Disney. O objetivo era bem claro: continuar lucrando com a venda de brinquedos. Tanto é que a produção sequer chegaria aos cinemas e seria lançada direto para vídeo em um primeiro momento – isso só mudou nos 45 do segundo tempo.

Se Carros já tinha um enredo bem qualquer coisa, o roteiro de Aviões conseguia ser ainda pior: o personagem principal era uma aeronave pulverizadora cheia de sonhos que queria se tornar um avião de manobras. O fracasso veio, como a gente já sabe, mas pelo menos a Disney deve ter conseguido vender alguns brinquedos.

Bom pra ela, ruim pra gente.

Veja o trailer do filme.

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